quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fico quieta.
Não escrevo mais. Estou desenhando numa vila que não me pertence.
Nao penso na partida. Meus garranchos são hoje e se acabaram.
"Como todo mundo, comecei a fotografar as pessoas à minha volta, nas cadeiras de varanda."
Perdi um trem. Não consigo contar a história completa. Você mandou perguntar detalhes (eu ainda acho que a pergunta era daquelas cansadas de fim de noite, era eu que estava longe) mas não falo, não porque a minha boca esteja dura. Nem a ironia nem o fogo cruzado.

Estou muito compenetrada no meu pânico.
Lá de dentro tomando medidas preventivas.
Minha filha, lê isso aqui quando você tiver perdido as esperanças como
hoje. Você é meu único tesouro. Você morde e grita e não me deixa em
paz mas você é meu único tesouro. Então escuta só; toma esse xarope,
deita no meu colo, e descansa aqui; dorme que eu cuido de você e não me
assusto; dorme, dorme.
Eu sou grande, fico acordada até mais tarde.


Luvas de Pelica - Ana C. (trechos)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Um sujeito de sorte.

Belchior
Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque, apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte
E tenho comigo pensado: deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro

Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque, apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte
E tenho comigo pensado: deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer no ano passado

Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorrro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro

Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
Porque, apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte
E tenho comigo pensado: deus é brasileiro e anda do meu lado
E assim já não posso sofrer no ano passado

Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro
Ano passado eu morri mas esse ano eu não morro

(repete)

tenho vinte e cinco anos de sonho, de sangue e de América do Sul
e, um tango argentino, por favor

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Um plano antigo.

Quarta-feira, 15 de Junho de 2005

Complexo América ou: Arthur, eu vou pro Rio!

Arthur, eu vou praí. Cansei de tudo aqui. Vou cursar cinema na UFF. A gente vai se amar loucamente nas primeiras semanas, depois eu me arranjo em qualquer lugar. Vou levando uma amiga pra dividir apartamento. E quando eu ficar bem triste, eu vou ficar bem triste aí, cansei de ser bem triste aqui. Eu sei que tudo isso te assusta, eu também não gosto de Cordel do Fogo Encantado, mas você sabe que é meu oposto perfeito, que é a calma e a paciência da minha impulsividade, que é a segurança do meu desespero. E a gente vai casar, a gente vai casar, a gente vai casar quando a gente se formar... E talvez eu enjoe de tudo depois, porque o mundo é sempre pequeno demais pra mim. Então eu vou pros esteites fazer aquelas danças toscas da Deborah Secco, pegar cem dólares e jogar tudo na máquina mais cara de algum cassino, e ganhar dez mil dólares! Aí eu compro outro marido. Depois te explico melhor, porque agora eu 'to meio desesperada aqui, tenho que terminar um trabalho de Cultura Brasileira, pra amanhã.
Beijos.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Sobre quando me faltava pouca coisa.

para.


Sábado, 27 de Outubro de 2007

hoje faz um lindo domingo
embora seja sábado.


vou casar com pássaros
eles também acordam cantando.




p.s.: mentira, eu entendi.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

hiato.


as notas estão ficando cada vez mais escassas e sem nexo.

Pense sobre isso.

(enquanto eu não)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Domingo, pré-carnaval.

9:15 : sobrevivi e hoje é um belo Domingo de sol. Agora: ler no aterro ou ir pro bloco em Santa? Ah, a vida é bela.

12:25 : indo pra Santa Teresa... não tem segredo, é só sorrir, acenar, sacodir, beber e dizer "isso aqui tá muito legal!" - eu consigo.


17:40 : dizer uma coisa: Não tinha bloco nenhum em Santa Teresa, e melhor seria, mil vezes, ter ficado em casa. Ou no aterro com Chesterton.

18:05 : nem vou lhe cobrar pelo seu estrago... meu peeeito tão di-la-ce-radoooo!!

18:06 : então, eu achei que: domingo-sol, indubitavelmente teria bloco. daí concluo que as coisas não são tão simples assim.

18:30: sério mesmo, eu quero me divertir esse carnaval. Uma vez em 25 anos isso tem que acontecer. ainda mais que eu to no Ri-ô.

21:54: Rockefeller, onde quer que você esteja, volta loooooooogo!! ass.: gata Borralheira.