Sou um homem mau.
Padeço de alguma dor que não sei qual é. Sou instruida mas sou supersticiosa, pelo menos o suficiente para crer na medicina, mas não tenho procurado os médicos. A dor me faz pensar numa variedade curiosa de coisas que me causam dor, mas que de outra forma não podem existir. Isso é bom, o resto é dor. Penso: Por que eu?. Penso bastante: por que eu por que eu por que eu por que eu por que eu por que eu por
Penso em castigos, purificação da alma, encostos, doenças, doenças famosas, doenças desconhecidas, outras que invento. Tenho feito às ciências inestimáveis contribuições. Agora, por exemplo, me chamo Dolores Duran, quando há necessidade para que me chame. Então a dor vai... e é um suspiro delícia até que ela volte.
