Da nossa concepção do tempo, transformá-lo em dinheiro é o que mais me exaspera.
Time is money! Um dedo na bunda de vocês. Eu, que tão próxima estou da sociedade que melhor vislumbrou o comunismo. Vindo lá da Serra-Azul: Tremembé, Calabaças, Tabajaras, Tapebas?, nem sei e pouco importa. Pois eu que digo o que precisa nome, compreendo as predições, a existência humana e guio a alma. Se fosse maia, seria Humano Cósmico. Por isso que insisto, não preciso dessa medicina recente e equivocada, mijar no frasquinho, quando basta eu sentir o cheiro para saber do que padeço.
Sou é uma mulatinha-safada-brasileira, e isso fode tudo, digo, isso funde, confunde tudo. Faz de mim homo confusus, o que sabe que não sabe. Ou mais. Arre! Tá aí minha contribuição para mais de século, vou ali me esticar.
