terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sinto-me fora da realidade, e não é por outra razão, senão porque quero.

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Tema para o mais cruel, o mais preciso dos romances: alguém amou alguém, sem esperança mas vivendo a felicidade de contemplar a sua jovem perfeição. Passam-se anos de ausência, e há o regresso. Então, aquela pessoa aparece, com o sorriso da amizade. É ela, mas mudada. Agora está fixa em seu limite, em sua personalidade definida. O contemplador - que estava certo de continuar a desejá-la - descobre que ama somente o eco de seu antigo ser, que ela não recorda, que se perdeu pela vida.

Crueldade desse confronto, dessa terrível comparação.

Diário de Andrés Fava - Julio Cortázar
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chega de drama.