Cada vez mais difícil de não ser normal. Alguns tentam fazer coisas ousadas, diferentes, seguir os próprios instintos. Mas não há mais nada diferente. Já está tudo devidamente catalogado, rotulado, embrulhado e disposto em arquivos para consultas posteriores. Ser normal não rende nem uma história. Apesar de toda essa mesmice que marca o início do milênio, há algumas raras pessoas que ainda buscam o seu sonho pessoal. Não aquela idéia de conseguir sair da vala comum e conquistar o topo da pirâmide social, julgando-se ser de uma fibra superior. Mas o desejo firme de escrever uma história que não tem paralelo no seu meio.
São essas pessoas que têm a minha admiração.
(Júlio é jornalista na terra do sol. Grande amigo, desde quando Magra de Ruim era uma punkrock.)
Estou, é obvio, encantada. Então é isso, minha vida é toda torta, mas eu tenho o que contar, é uma boa. Obrigada, Júlio.
