segunda-feira, 25 de agosto de 2008

hoje sou Eneida, a menina que virou cama.
Sou um homem mau.

Padeço de alguma dor que não sei qual é. Sou instruida mas sou supersticiosa, pelo menos o suficiente para crer na medicina, mas não tenho procurado os médicos. A dor me faz pensar numa variedade curiosa de coisas que me causam dor, mas que de outra forma não podem existir. Isso é bom, o resto é dor. Penso: Por que eu?. Penso bastante: por que eu por que eu por que eu por que eu por que eu por que eu por
Penso em castigos, purificação da alma, encostos, doenças, doenças famosas, doenças desconhecidas, outras que invento. Tenho feito às ciências inestimáveis contribuições. Agora, por exemplo, me chamo Dolores Duran, quando há necessidade para que me chame. Então a dor vai... e é um suspiro delícia até que ela volte.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Não vou querer mais
Não vou poder mais
Teu olhar na minha vida
A tua calma companhia
Embora te queira tanto amor

Me deixa só
Errada e complicada
Não posso a tua paz
De nada me adianta a tua voz
Me cansa o teu eterno perdão
Embora eu queira tanto o teu peito amigo, amigo

Me deixa só
Errada e complicada
Não imponha tua mão no meu caminho
Eu prefiro amar tua distância
A morrer em outra despedida
A ir morrendo em outra direção
Embora eu queira tanto o teu peito amigo

Me Deixe Só
(Maysa / Roberto Menescal)