*** Vou continuar fazendo deste blog um livre caderno de notas sem importância. Até porque, meu caro, no dia que eu escrever algo realmente válido, algo grandioso ou que tenha qualquer quê de literatura, quizá comparável a Dostoievski, Clarice Lispector feliz, vendo lá do além sua substituta... Meus queridos, é claro que eu vou deixar guardadinho até arranjar um jeito de ganhar dinheiro com isso, que é o que eu preciso pra parar de explorar meu pai. E não ficar aqui publicando de grátis. Não sejam tão inocentes!
Ok, dito isso...
Querido Diário,
Estou no Ceará e é muito bom ser mãe – mas haja paciência.
O Reencontro. Oh, todo mundo quer saber do reencontro! Sem drama, meu povo. Se fosse por mim, ainda rolava. Mas, em se tratando de Luna, mesmo sendo minha filha, sangue do meu sangue, meus genes, fruto do meu ventre (e isso é tudo que eu posso dizer), no, no hay teatro. toma novela.
Eu cheguei de madrugada, horário da pobreza. Ela dormia, tão esticada, tão crescida, tão linda! - como digo desde a primeira vez que a vi, toda melada de placenta. Eu beijei naquele lugar debaixo do braço, que fica malcheiroso e cheio de pelos depois, mas que nela continua com um cheiro rosa, e disse:
- Adivinha quem tá aqui?
Ela, falando dormindo, ou fingindo:
- Eu.
...
Eu, tentando voltar ao teatro, fazendo vozinha:
- Não, Luna, quem tá falando contigo...
- Eu. – Insinuando sorriso.
- E você fala com você mesma? – já perdendo a paciência, em menos de cinco minutos – E essa voz, então, que ta falando agora contigo, de quem é essa voz?
- É da mamãe.
Nhonhom, aí você pensa: é tão bonitinha dormindo, né?
Cenas do próximo capítulo:
~ Lisbon Revisited, Fortaleza - ó mágoa revisitada! Sim, é feia, e como contrasta com o que minha mente ufanista tinha projetado.
O Reencontro. Oh, todo mundo quer saber do reencontro! Sem drama, meu povo. Se fosse por mim, ainda rolava. Mas, em se tratando de Luna, mesmo sendo minha filha, sangue do meu sangue, meus genes, fruto do meu ventre (e isso é tudo que eu posso dizer), no, no hay teatro. toma novela.
Eu cheguei de madrugada, horário da pobreza. Ela dormia, tão esticada, tão crescida, tão linda! - como digo desde a primeira vez que a vi, toda melada de placenta. Eu beijei naquele lugar debaixo do braço, que fica malcheiroso e cheio de pelos depois, mas que nela continua com um cheiro rosa, e disse:
- Adivinha quem tá aqui?
Ela, falando dormindo, ou fingindo:
- Eu.
...
Eu, tentando voltar ao teatro, fazendo vozinha:
- Não, Luna, quem tá falando contigo...
- Eu. – Insinuando sorriso.
- E você fala com você mesma? – já perdendo a paciência, em menos de cinco minutos – E essa voz, então, que ta falando agora contigo, de quem é essa voz?
- É da mamãe.
Nhonhom, aí você pensa: é tão bonitinha dormindo, né?
Cenas do próximo capítulo:
~ Lisbon Revisited, Fortaleza - ó mágoa revisitada! Sim, é feia, e como contrasta com o que minha mente ufanista tinha projetado.
~ Barzinho com bons amigos e as finas, que eu amo tanto... Tentando, claro, escapar dos que querem me estapear, porque eles ainda existem, por Deus, dá pra acreditar? - Sim, Si, sempre podemos acreditar na sua mania de perseguição, sem atestado nem nada.
~ Por fim, saudade dos dois pretinhos, e a promessa de nunca, nunca mais falar mal daquela cidade maravilhosa cheia de tantos mil, coração do meu Brasil. Em menos de um ano, pequenas desilusões, mas para chorar, passeios ornamentados com uma bela paisagem.
Agora, bota Luz Casal, porque só Almodovar, para entender meu drama.
Piensa en mi.
