quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Domingo, pré-carnaval.
12:25 : indo pra Santa Teresa... não tem segredo, é só sorrir, acenar, sacodir, beber e dizer "isso aqui tá muito legal!" - eu consigo.
17:40 : dizer uma coisa: Não tinha bloco nenhum em Santa Teresa, e melhor seria, mil vezes, ter ficado em casa. Ou no aterro com Chesterton.
18:05 : nem vou lhe cobrar pelo seu estrago... meu peeeito tão di-la-ce-radoooo!!
18:06 : então, eu achei que: domingo-sol, indubitavelmente teria bloco. daí concluo que as coisas não são tão simples assim.
18:30: sério mesmo, eu quero me divertir esse carnaval. Uma vez em 25 anos isso tem que acontecer. ainda mais que eu to no Ri-ô.
21:54: Rockefeller, onde quer que você esteja, volta loooooooogo!! ass.: gata Borralheira.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Notas.
- Decididamente, eu não faço muita coisa. E isso é um problema, porque estou aqui, saudável, inteligente, e cheia de estórias pra contar, e tudo sobre mim. Vamos lá.
- Hoje fiz minha matrícula na UFRJ - não gosto de falar isso, pois faz sentir adolescência exatamente quando eu devia estar com os dois pés fincados na vida adulta. Mas estou muito feliz por estar agora na EBA, etc. E eu continuo o pior tipo de pessoa: Chegando na última hora, do último dia, sem caneta.
- Outras coisas sobre as quais eu gostaria de escrever são impublicáveis, agora. (entonce, perche hablas, chica?!)
- O vôo G3 1707, Fortaleza - Rio/Galeão, foi animado. Pois, quem diria (e isso merece um belo registro. Eu primeiro!) nele estava Marina Murta, nossa querida personagem de outros textos. E, quem-me-conhece-sabe, que eu gostaria de dar uns bons tabefes na moçoila. Não por ela ter me feito (nesse mesmo dia 3 de fevereiro do ano passado) pegar esse mesmo vôo e ir pro Rio sem saber o que fazer e pensando que ia ficar ao lado dela... e puft. Ou, em outras palavras, por ela ter chegado aqui, perdido o juízo e subido o morro. Não por isso, não guardo mágoas da Rita. Mas é que sou recalcada mesmo, e como assim alguém pára de me amar?!
- Só que - tudo tranqüilo, viagem falando sobre bobagens e não. Falando também sobre nossa grande pesquisa antropológica, socio-cultural; Rio de Janeiro e Ceará. Nas palavras dela: podia muito bem ser outro país, são códigos totalmente diferentes! Sim, digo eu, unidos pela língua e pela Globo. Mas, mas não podemos deixar de ver o que é cultura e o que é, por exemplo, caráter. Não é certo dizer: cearense é mal educado. Mas é certo dizer: Carioca tem uma tara por fila. Lembro ainda, eu acabando de chegar, paraibinha, levando um puxão da Marina: Espere, entre na fila, você não é um animal. Tudo porque o ônibus tinha parado e eu me dirigi naturalmente para a porta, desconhecendo, é claro, a existência das filas. Mas que raiva me deu, no dia que fui prestar (ai, vamos, de novo) ves-ti-bu-lar. - Péra, a Vivo acabou de me ligar, gente!, a tecnologia.- Continuando, eu estava lá na fila, uma fila lenta, enorme, que começava à duas quadras do portão de entrada. Daí cansei e dei uma escapulida para ver o tamanho da procissão. Qual foi a minha surpresa quando vi que o portão estava arregaçado e as pessoas iam e vinham a vontade, sem a menor necessidade de fila. Meu povo, eu fiquei desnorteada! Como essa fila começou? Por que todos esses babacas nela? “Ninguém pode ver uma fila que já vai entrando.” A resposta eu catei de outra vestibulanda.
- Olhar no olho, por exemplo, olhar no olho é extremo cearense. Eles olham e invadem. Quando eu digo “eles”, eu não estou me excluindo, mas vou me poupar do “nós”. É a característica mais crítica e, acredito que, a partir dela, tantas outras poderiam ser elucidadas, como a forma de pensar, de se relacionar, de conceber o mundo até. Qual a necessidade de olhar no olho, o que quer ver, ou quer mais ser visto que ver? Não sei, mas o tio da minha filha me trouxe essa resposta como uma piada: “Ave, parece que quer ler a minha mente.” É, talvez isso.
- E pro fim - porque não quero jogar fora assim minha pesquisa, displicentemente: falarei um pouquinho da garota carioca, que eu conheci e que outros já cantaram. Desde Paulo Mendes Campos com o delicioso Ser Brotinho, a Tom Jobim e Vinícius de Moraes com Ela é Carioca e tantas, a bossa toda até agora e blah. A Carioca além de avenida é entidade! E eu conheci bem. Vejo por toda parte... no metrô, agora: Ela é carioca, ela é carioca, mas mais que o jeitinho dela andar... É esse corpo meio largo, cabelo mal-arrumado e um quê de praiera. Maquiagem nenhuma no rosto, um olhar de quem sabe que é carioca, gostosa-malvada, mas com uma grande perturbação presente e gritante, uma provável paranóia. Cariocas são gostosas e malvadas, malvadas como toda mulher, gostosas porque largas. São também minhas amigas, algumas. Outras, rivais em potencial. Eu, cearense cabeça chata tremembé. Então pronto, um só parágrafo pra elas, que já basta!
Depois retomo essas notas aleatórias.
*** Fim
